Abriste a gaveta… As tuas obras inacabadas ainda lá estão e dizem do passado que já não intimida; das coisas e dos outros, de desordens e cedências, de amores e ódios e choros, de avanços e recuos que marcam o suave declive rugoso das horas... E tu estiveste nas tuas palavras como ora estás para as ler ou para as ouvir daquele que as reconheceu em cortinas de emoções ou que quer fazer jus à sua música. Traz ou despreza o disfarce, mas vem ler connosco!
Inscreva-se!
A tabela partilhada para que se compremeta a conviver connosco encontra-se em...
https://docs.google.com/document/d/17b_cU7NF34s6ON9cdRwRfTJPN8C5FPvLLEqOfdmhvPw/edit?authkey=CKD7x4EL&hl=pt_PT&pli=1#
https://docs.google.com/document/d/17b_cU7NF34s6ON9cdRwRfTJPN8C5FPvLLEqOfdmhvPw/edit?authkey=CKD7x4EL&hl=pt_PT&pli=1#
Mostrar mensagens com a etiqueta casamento retratos campainhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casamento retratos campainhas. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 24 de março de 2011
O meu prédio tem 133 campainhas
... a maioria dos check-outs são tristes;
o meu matrimonial foi. muito. violento, até. houve outros;
olha, aquele na república dominicana, onde abundavam os fartos buffets;
hoje, quando o dinheiro escasseia no final do mês, cozinho feijão frade com sangacho...
... as saídas, dolorosas ou não, levam-nos a outras entradas;
quando saí do casamento, romantizei-me para recuperar o que de mim tinha caído ao chão;
sem dinheiro, mudei-me para um quarto de uma casa antiga, mas familiar;
os retratos, os naperons, as mobílias roídas pelas traças, os livros em francês e de educação sexual...
... meses depois, novo check-out. foi triste. muito. calmo, até;
procurei uma casa em vão até visitar o prédio das 133 campainhas;
a senhoria não precisou de me vender o espaço: gostei dele mal olhei as campainhas;
eu, no meu T0 e 132 delas a circundarem a minha. e já não me sinto tão triste.
Jorge Freitas Ferreira jorgefreitasferreira@gmail.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)