A cada estrada, preferi uma clareira no bosque.
A cada viagem, preferi os estalos dos toros sob a chama.
A cada difícil suspiro, o teu peito insuflado.
O meu frágil e quebradiço esqueleto afasta-me das gentes e do lado mais ruidoso do mundo. Aspiro a deixar-me envolver pelas suaves arestas granizadas das folhas que um dia hão-de ajudar-me a decompor. Hei-de entranhar na terra!
Nos entrecortados percursos que fazemos juntos, tu e eu, ramifico como o agarrar de um caule que não quer ser arrancado, que não quer largar o seu bocado de terra. É assim que procuro segurar-nos a cada saliência, a cada esquina (quando curvamos), a cada irregularidade do relevo das matérias que roçamos. E tu contas comigo; sabes que te aperto nos braços e que assim contrariamos as forças de cada solavanco, em cada paragem mais forte, em cada enlace, na avidez de te deter… comigo.
Ofuscados pelas luzes brilhantes e irrequietas das pontes e dos carros, pelos sons das máquinas e pelos fumos, os nossos olhos quase cegaram. Liquefeitos pelos tremores dos comboios, pelas calçadas dos passeios, pelos medos dos deveres e das horas, os nossos pés derreteram.
E foi por estas e por outras que tu, que tão bem pintavas, me deixaste descobrir uma ponta do véu que cobria as tintas frescas dos últimos quadros. Foste tu que me mostraste os meus destinos… e o último deles.
Tenho vinculado os teus desejos às minhas vontades. As tuas mentiras edificam as minhas verdades. O teu sabor nutre-me os desejos.
A cada viagem, preferi os estalos dos toros sob a chama.
A cada difícil suspiro, o teu peito insuflado.
O meu frágil e quebradiço esqueleto afasta-me das gentes e do lado mais ruidoso do mundo. Aspiro a deixar-me envolver pelas suaves arestas granizadas das folhas que um dia hão-de ajudar-me a decompor. Hei-de entranhar na terra!
Nos entrecortados percursos que fazemos juntos, tu e eu, ramifico como o agarrar de um caule que não quer ser arrancado, que não quer largar o seu bocado de terra. É assim que procuro segurar-nos a cada saliência, a cada esquina (quando curvamos), a cada irregularidade do relevo das matérias que roçamos. E tu contas comigo; sabes que te aperto nos braços e que assim contrariamos as forças de cada solavanco, em cada paragem mais forte, em cada enlace, na avidez de te deter… comigo.
Ofuscados pelas luzes brilhantes e irrequietas das pontes e dos carros, pelos sons das máquinas e pelos fumos, os nossos olhos quase cegaram. Liquefeitos pelos tremores dos comboios, pelas calçadas dos passeios, pelos medos dos deveres e das horas, os nossos pés derreteram.
E foi por estas e por outras que tu, que tão bem pintavas, me deixaste descobrir uma ponta do véu que cobria as tintas frescas dos últimos quadros. Foste tu que me mostraste os meus destinos… e o último deles.
Tenho vinculado os teus desejos às minhas vontades. As tuas mentiras edificam as minhas verdades. O teu sabor nutre-me os desejos.