Primeiro os pensamentos chegam em turbilhão,
invadem a mente sem pedir autorização.
Com a mente assim cheia,
o corpo fica pesado
e afunda-se no colchão
ou no abismo escuro do sono.
Mas de tanto cair no vazio
os pensamentos vão saindo lentamente,
a mente deixa de ter peso,
e torna-se leve,
flutuando num silêncio de águas calmas
ou de espaço exterior.
E já não é peso nem é leveza,
é outra coisa,
de que a mente não tem consciência,
mas o corpo reconhece
e se deixa abandonar ao torpor de entrar nessa outra dimensão
tão desconhecida e tão desejada.
Esse momento mágico,
quase divino
a que chamamos ADORMECER.
Etelvina Santos etelvina.mariadossantos@gmail.com
Abriste a gaveta… As tuas obras inacabadas ainda lá estão e dizem do passado que já não intimida; das coisas e dos outros, de desordens e cedências, de amores e ódios e choros, de avanços e recuos que marcam o suave declive rugoso das horas... E tu estiveste nas tuas palavras como ora estás para as ler ou para as ouvir daquele que as reconheceu em cortinas de emoções ou que quer fazer jus à sua música. Traz ou despreza o disfarce, mas vem ler connosco!
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