Dizem que os rios para sul correm
Que as andorinhas voltam na Primavera
Que não se deve viver de quimeras
Que sonhos são penas que nunca morrem
Que dias felizes quase sempre escorrem
Por entre os dedos em pedaços de espera
Que se alberga no peito em saudade que impera
Que inunda os sentidos, teimosa em esfera
Que rodopia, não adormece na mente aflita
Mesmo que teime em chamar-lhe desdita
Saudades são cadilhos na ponta da manta
Com que me cubro quando fecho os olhos
E as saudades florescem em fartos molhos
Porque partiste, e me abafa a garganta.
Maria Antonia Ruivo antonia_ruivo@hotmail.com
Abriste a gaveta… As tuas obras inacabadas ainda lá estão e dizem do passado que já não intimida; das coisas e dos outros, de desordens e cedências, de amores e ódios e choros, de avanços e recuos que marcam o suave declive rugoso das horas... E tu estiveste nas tuas palavras como ora estás para as ler ou para as ouvir daquele que as reconheceu em cortinas de emoções ou que quer fazer jus à sua música. Traz ou despreza o disfarce, mas vem ler connosco!
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