Em constantes duetos,
a solo ou contigo,
não sei bem
que melodias canto
para me pensar.
Que aguarelas escolho
para sombrear
a lívida claridade
desta fugaz tela
inacabada: sempre…
Já me perdi nas noites,
a pensar em algo
que nunca acontece,
simplesmente porque
não queria que acontecesse
ou desejaria
já ter acontecido.
E há outros passos
para preencher a alma,
num bailado de cisnes
esvoaçantes…
num concerto de notas
inconsistentes…
Jacinta Salgueiro jacinta.salgueiro@gmail.com
Abriste a gaveta… As tuas obras inacabadas ainda lá estão e dizem do passado que já não intimida; das coisas e dos outros, de desordens e cedências, de amores e ódios e choros, de avanços e recuos que marcam o suave declive rugoso das horas... E tu estiveste nas tuas palavras como ora estás para as ler ou para as ouvir daquele que as reconheceu em cortinas de emoções ou que quer fazer jus à sua música. Traz ou despreza o disfarce, mas vem ler connosco!
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