Cansada,
Desta vida em chamas
Que me embriaga de um fogo,
Que não é meu.
Cansada,
De estar parada
Sem saber para onde vou
Envolvida num destino
De dor e humilhação.
Cansada,
Da terra, do sol, da lua.
De estar e não estar
E continuar aqui…
Sem ti, sem mim,
Sem algo que me prenda…
Cansada,
Desta aula que me atormenta,
Onde alguém fala
Sem ter noção do que diz,
Sufocada pelo medo
De chegar a ficar
Cansada…. De sofrer,
Cansada de escrever, de viver
Cansada de tudo e de todos
Mas vivendo,
À espera que algo me estimule
E que pare de viver… cansada!
Carla Rodrigues carlacristinarodrigues@hotmail.com
Abriste a gaveta… As tuas obras inacabadas ainda lá estão e dizem do passado que já não intimida; das coisas e dos outros, de desordens e cedências, de amores e ódios e choros, de avanços e recuos que marcam o suave declive rugoso das horas... E tu estiveste nas tuas palavras como ora estás para as ler ou para as ouvir daquele que as reconheceu em cortinas de emoções ou que quer fazer jus à sua música. Traz ou despreza o disfarce, mas vem ler connosco!
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